ACABOU

Este ano foi verde. Esmaecido, esburacado tal qual o gramado aviltado do Maracanã. Travestido de negro-luto, sepultando os corações no voo sem fim de Chapecó. Transnacional, sem fronteiras, quando os verdolagas foram do nosso time. Brasileiro, soberano, como o time do Parque Antártica. Esperançoso sob as mãos misteriosas do improvável Tite – logo ele, tão alvinegro. Porque ainda não estão maduros os meninos inéditos do ouro olímpico. Do amarelo escasso da pouca grana misturado ao azul sonhado no fim das contas dos clubes. Enojado pelos dirigentes que não podem sequer sair do país para evitar o xadrez. Que suas folhas caiam, uma a uma. E nasça um outro ano – precioso feito esmeralda.

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