Nada contra, mas Cartola demais faz mal

Nada contra jogos virtuais, muito pelo contrário, inclusive.

E nada contra o Cartola, já joguei temporadas com os amigos do RIP.

Valia 10 whiskies que ninguém pagou.

O que incomoda é o que a Globo faz com ele: empurra goela abaixo de quem só quer ver uma partida de futebol.

Agora antes de ver um jogo me informam a escalação virtual do Caio Ribeiro. Sou obrigado a saber que o nome que ele escolheu pro time dele – dentre todas as possibilidades – é “Os Feras”.

Aparentemente, ele escalou esse time junto com um cantor sertanejo famoso e os 2 líderes nacionais do jogo.

É claro que Pato é figurinha frequente no comando do ataque.

E adivinha se o Ganso tá no meio-campo? Sim, sempre.

O time foi muito mal na rodada.

Quem diria!

Coitado… em defesa do Caio, sabemos que ele deve ser obrigado a escalar esse time. E a tirar uma foto sorrindo pra matéria do globoesporte, relatando a decepção que “Os Feras” foram nessa rodada.

Outra artimanha recente da Globo é nos informar – no MEIO do jogo – a pontuação que um jogador está fazendo no Cartola. O Cleber Machado comenta, o Casão replica… é uma beleza.

O Cartola sai dos confins virtuais e invade a transmissão do jogo real.

Seu time tá perdendo, amigo vascaíno? Não se preocupe. Olha só o notão do Martin Silva!

Pode ser trauma pelo Maracanã destruído, pela seleção 7 a 1, pelo fim do futebol… mas às vezes tenho medo que o Cartola, via Globo, passe a reger o Brasileirão. Que as notas do cartola passem a acompanhar os jogadores durante toda a transmissão. Que o desempenho no game passe a orientar a substituição dos técnicos, as contratações, os gritos das torcidas.

É um pesadelo que logo passa.

 

PS1:

O time do Caio Ribeiro se chama na realidade “Caioba F.C”.

Aparentemente, “Os Feras” foi uma ação especial única, concebida para promover o jogo.

#RIPFutebol

 

Por Henrique Lederman

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Um comentário sobre “Nada contra, mas Cartola demais faz mal

  1. Assisto jogo na bandeirantes, tendo de aguentar o CRACK NETO para não precisar ouvir essas idiotices. Ultimamente tenho assistido jogo com a TV sem volume.

    Aliás, fosse este um país sério, CRACK NETO seria lembrado apenas no “Que fim levou” do Milton Neves e, vez ou outra, apareceria em especiais sobre o Corinthians na TV. E Caio Ribeiro jamais seria lembrado. Nem pelo que fez nem pelo que deixou de fazer.

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