Ele transformou o planalto em nosso buteco

Mais difícil do que ser campeão do mundo é celebrar a altura.

Subir o Everest não vale de nada, se for só pra fincar a bandeirinha, bater um selfie e descer o longo caminho de volta.

Pensa nisso.

Na champions volta e meia um campeão mais saidinho entorna a apetitosa taça da cerveja patrocinadora gelada na cabeça de um camarada.

Quanta zuaeragem…

Prefiro lembrar do Vampeta, que se viu campeão do mundo em 2002.

Abrindo a torneira da loucura.

Entrando no magnífico campo que mistura álcool, sonho e vontade de festejar.

Transformou o carro de bombeiros em micareta particular e foi entornando.

Brindou com aquele mar de gente em volta.

A parte perto do Brasil em festa.

A camisa do coringa no peito, com cara de falseta, sei lá se era.

Tomara que fosse.

Denílson, Luizão, Edilson, Capeta.

Turma boa pra varar a madrugada, enquanto o menino bom dorme em casa, a noite vai longe e promete.

Logo depois da última parada:

a obrigação derradeira

o palácio do Planalto

desinteressante, não fosse a rampa.

O Fernando Henrique na frente, fazendo as vezes de Senhor da Pátria.

Cambalhotar, bêbado como todo mundo.

Viver mais importante que tudo.

Deixar o presidente – fiscal de escorrega – pra trás.

Noite a dentro.

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