O revide era no campo, não no tribunal

A final da Libertadores de 81 foi disputada por Flamengo e Cobreloa em 3 jogos (volta mata-mata-mata!).

No segundo jogo, o zagueiro chileno Mario Soto entrou em campo com uma pedra escondida no calção, simplesmente para espancar os jogadores do Flamengo quando a bola – e as câmeras – estivessem longe.

Deve ter sido verdade, a julgar pela discreta abertura de supercílio sofrida por Adílio. Para rimar.
O ponta esquerda Lico também perdeu dois dentes, dizem.

Coro comendo em preto e branco.
O couro comendo em preto e branco.

O jogo foi uma selvageria. O Flamengo perdeu e tudo ficou para o terceiro jogo.

Adivinhem quem entrou então em ação, literalmente? O STJD, claro. A corte suspendeu o time chileno por 18 anos, moralizou a sociedade através do futebol e o Flamengo foi campeão, vencendo a equipe sub-20 do Cobreloa, por 4×0.

Mentira. Nada disso aconteceu.

Não tinha STJD, replay das agressões em câmera lenta, julgamentos e outras intromissões: a justiça no campo se fazia com as próprias mãos.

No jogo de volta, na pacífica Montevidéu, depois que Zico meteu dois e garantiu o caneco, o técnico Paulo César Carpegiani – um dos mais revoltados com a porradaria no Chile – escalou o reserva Anselmo nos minutos finais do jogo, com a exclusiva incumbência de entrar e meter um soco na cara do Mario Soto.

Dito e feito.

Anselmo com sua missão.
Anselmo com sua missão.

Almas lavadas em campo, mesa virada na grama, vitória no jogo final.

Ócio no tribunal.


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