Comemoração é pra explodir e não dançar macarena

O futebol se distancia dos outros esportes na dificuldade de marcar.
O jogo começa zero a zero – como os outros – mas demora muito pra mudar o placar.

E às vezes nem isso: fica tudo como começou.

Pois bem.
O gol deve ser tratado como uma raridade.

O atacante tem que entender o acaso – quase o milagre – que o colocou ali, diante do goleiro, quando poderiam ser tantos outros, a centralizar a atenção de um estádio lotado, de ser ele o responsável pelo golpe final.

Ser ele o regente de todos os gritos, depois de estufada a rede.

Ninguém se planeja pruma raridade.
Diante dela, a gente apenas reage.
Extravasa e se surpreende.
Se dissolve na loucura da multidão.

André Catimba - que nome maravilhoso - pulou tão alto pra comemorar, que se lesionou na aterrisagem.
André Catimba – que nome maravilhoso – pulou tão alto pra comemorar, que se lesionou na aterrisagem.

Salve quem sai correndo batendo na veia, quem morde o brasão.

Salve quem dança sem coreografia.
O Edmundo rebolando e balançando os braços.
Inesperado, sem ensaio.
Rei do improviso no meio do estádio.

Dança que sai da explosão.

 

Edmundo esmerilha o flamengo na semifinal do Brasileiro 97 e explode em cada um dos seus 3 gols.
O preferido do RIP é o terceiro.

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4 comentários sobre “Comemoração é pra explodir e não dançar macarena

  1. Salve o “ataque epilético” do Careca!

    Salve Túlio no orelhão do Maraca!

    Salve Serginho Chulapa e o guarda sol da mesa de arbitragem!

    Salve Vampeta chutando a placa de publicidade!

    Salve o porco de Viola!

    Salve Rivellino pisando no chão com os punhos cerrados!

    Salve os braços abertos e as veias saltadas de Falcão!

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  2. Detalhe para o comentário do Galvão sobre o Evair na hora que ele vai falar a escalação do Vasco…

    Quando foi que deixamos o futebol se acabar?

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  3. Detalhe pro Pai Santana no alto dos seus 130 quilos, partindo como uma flecha pra invadir o campo na comemoração do segundo gol.
    Uma lenda, em todo clássico, ele ia até a torcida com o pendão vascaíno, o esticava no gramado, se ajoelhava e beijava a cruz. Arrepiava!

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