Um time que não precisava ser soberano, era simplesmente “O Tricolor”

No clássico dos bichos, não foi Pato, nem Ganso, nem Bambi nem Porco. Deu burro!

Rogério Ceni, Tolói e Muricy chamaram pra si a responsabilidade e vestiram cabresto para construir mais um belíssimo placar para o São Paulo em clássicos neste ano.

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Mas não chore, torcedor são paulino. Você sabe que o time é mais que isso.

Até o Ceni já teve lá seus momentos. E Zetti já brilhou mais que estrela.

Raí foi inesquecível, e Telê o maior.

Lembre-se que o futebol morreu e Ganso é só um coveiro.

Lembre-se de 1992, e o belo discurso de Osmar Santos, transformado em poema aqui no RIPFC.

Salve Tricolor
Por Osmar Santos

A América está aos seus pés, Tricolor
Essa América de brasileiros, de argentinos e chilenos.
De paraguaios e uruguaios e colombianos
Essa América em cujas veias corre o puro sangue dos incas.
Dos maias, dos gaúchos, dos yanomamis e guaranis.
Essa América que verte o sangue dos explorados.
Essa América que mergulha nas suas próprias desgraças
em busca de um caminho mais digno para seus filhos.
Essa América que só conseguiu ser livre
nos sonhos de Simon Bolivar ou Che Guevara.
Essa América cantada e chorada por Mercedes Sosa
cuja voz é um brando contra a insanidade dos poderosos e dos exploradores.

Hoje a américa é sua, Tricolor.

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4 comentários sobre “Um time que não precisava ser soberano, era simplesmente “O Tricolor”

  1. Esse São Paulo é um CADÁVER.

    Time sem alma.

    Doritos daquele que não tem gosto de nada, manja ?

    Mas porque eu ainda, mesmo que com a voz meio pra dentro, respondo que sou são-paulino ? Por que caralho eu ainda não desisti desse time que, da diretoria à torcida, se afogou na própria soberba ? Time cujo presidente vem a público justificar uma contratação dizendo que o jogador fala várias línguas e tem todos os dentes na boca ?

    Sempre achei que fosse pela coincidência temporal de ter visto aquele time fantástico do Telê ainda enquanto me formava como sujeito das minhas vontades. Afinal, por que não torceria pro melhor ?

    Olha, eu tava enganado. Se fosse só por isso, eu já teria me desiludido e caído fora há tempos, pois já consigo discernir meu interesse por um clube de tudo o que o futebol representa pra mim e pra cultura na qual me insiro.

    Mas, por quê ? Por que ainda fico com raiva quando assisto e demoro pra dormir depois de levar uma traulitada dessa como a de ontem ?

    Bem, minha intenção aqui não é inaugurar uma nova leva de crônicas emotivas e lamentosas sobre paixões clubísticas, assim como as que foram feitos nesses últimos 3 anos de textos chatos sobre palmeiras, isso é um saco, eu sei. Mas estou escrevendo isso, acreditem, mais como processo de autoanálise do que pra despertar qualquer tipo de orgulho adormecido em quem quer que seja.

    Ontem, enquanto me remoia na cama, rolou uma dessas sacadinhas a La Proust que a gente tanto gosta de dizer pros amiguinhos que tem, lembrei da primeira vez que fiquei perplexo por causa de uma partida de futebol.

    Foi lá em 1994, logo após o São Paulo perder aquilo que seria sua terceira libertadores seguida (graças a deus não ganhou imagina o que seria do mundo com o SP 3 vezes seguidas campeão da libertadores ?) pro Vélez em pleno Morumbi. Deitei na cama após o jogo, meio atônito, afinal, eu não sabia o que era perder no futebol, era possível meu time perder ? E foi ali, justamente ali, quando meu pai me viu naquela situação e disse “Futebol é assim, Lucas, tem dia que ganha, tem dia que perde, oras”, que pude transformar minha perplexidade em tristeza puramente dita e chorar.

    E de alguma forma, foi ali, neste singelo e bobo momento de minha educação sentimental, que me constituí como torcedor do SP. E foi justamente pelo outro lado da moeda pelo qual o time gosta de ser conhecido, algum tipo de força trágica que está no completo oposto de se sentir Soberano.

    E é por esse estado de agonia infantil que me ligo ao SP e, provavelmente, mesmo por toda e qualquer intervenção racional que eu tente fazer, por causa disso continuarei sentindo raiva na derrota e aquele gostinho maior de ligar o rádio no programa de esporte no dia seguinte após a vitória.

    E que todo esse marketing ridículo do Tricolor não extermine essa tragédia infantil na qual gosto de me ver todos os domingos à tarde e quartas à noite. Vamo lá, né ?

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