Euller, o filho do vento, soprou como um furacão

Não é porque ele nasceu em Felixlândia, MG, que ele tinha a agilidade de um gato.

Ele tinha a agilidade de um gato — e a velocidade de um pombo sem asa — porque seu genitor era Éolo.

Éolo, como todos sabemos, foi o senhor para qual Zeus entregou um saco contendo os quatro ventos.

Éolo, o pai do vento

O mais rápido dos quatro ventos presos no saco era o vento do leste, cujo nome era? Euller (conhecido entre os torcedores gregos na época da mitologia grega como Euro).

Depois de liberto, Euller começou a carreira no América Mineiro, de onde partiu para ser vice-campeão da Libertadores pelo Tricolor Paulista.

Esculpido feito líquido por entre os zagueiros, passou pelo Galo, Vasco, Kashima Antlers e São Caetano, e merecidamente também vestiu a amarelinha.

Sorrateiro, liso, ensaboado, chegou a fazer uma dupla e tanto com Romário nos tempos cruzmaltinos, ocupando o disputado posto de “peixe”.

Juntos, protagonizaram momentos épicos, como no massacre sobre o São Paulo por 7 a 1 em 2001 (época boa em que o Brasil ganhava da Alemanha).

Euller soprou mais fortemente no Palmeiras, onde conquistou finalmente a Libertadores e foi protagonista da virada épica contra o Mengão na Copa do Brasil de 1999 (vídeo acima).

Não foi vendido aos 16 anos para NENHUM CLUBE UCRANIANO. Fez carreira no Brasil e acelerou em nossos gramados para cravar na relva seu nome e mitológico apelido – dádiva de poucos herois da bola.

Se você não viu Euller jogar, fique sabendo que a “alegria nas pernas” de Bernard não passa de uma cócega sem graça diante da categoria do filho do vento. Euller SP

Euller ganhou o Brasileirão, Paulistão e Mineirão. Era do tempo em que correr fazia parte do todo. Complementava as equipes com velocidade e técnica, em um tempo no qual o futebol estava prestes a virar um jogo físico e morrer – sem saber.

Hoje em dia, pelo que parece, Zeus recolheu todos os mitos de volta pro saco.

#RIPFutebol

por Rodolfo “Lex Luthor” Araújo e Alex “El Sucio” Xavier

 

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4 comentários sobre “Euller, o filho do vento, soprou como um furacão

  1. Parabéns pelo blog.

    Como eu posso escrever pra vocês, pois creio que tenho um assunto bem interessante que nos ajuda a entender a morte do futebol.

    Grande abraço

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    1. Gabriel, grato pelo elogio. Qual é a sua ideia? A gente pode correr atrás dela e dar o devido crédito. A gente se fala!

      Curtido por 1 pessoa

      1. Repara que quando a gente tinha Leo Batista, Cleber Machado, Vanucci, apresentando os pgm esportivos da globo, ou o Domingo Esportivo da Band, o nosso futebol era muito mais viril.
        Porém, em meados dos anos 2000, entrou no ar do Globo Esporte, um menino desacostumado com as câmeras, que se interessava mais nas fofocas da vida dos boleiros, do que nas polêmicas, ou no jogo em si.
        Desde que o Tiago Leifert entrou para a cena do futebol, o futebol perdeu.
        Não se pedia gol no fantástico, não tinha troféu de jogador mais bonito. Era de fato um esporte, e não estrelas (aliás, vide o novo comercial da Qatar Airways).

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