Jogos para sempre perdidos: Sport x Cruzeiro nas quartas do Brasileirão 2014

Não adianta só reclamar. Vamos tentar ressuscitar nosso futebol na marra. Usamos a máquina do tempo do A Regra é Clara – A História Também Deve Ser para dar um pouco de emoção pós-mortem ao Brasileirão de 2014. Vamos ao G8:

(1) Cruzeiro x Sport (8)

(2) São Paulo x Atlético/MG (7)

(3) Internacional x Grêmio (6)

(4) Corinthians x Fluminense (5)

Com base no regulamento do Brasileirão 2002 (o último com mata-mata), o G8 seria esse aí acima mesmo e não este divulgado pela ESPN Brasil (alô, estagiário que nasceu na Copa da França, se liga, amigo!).

Bom, a abertura das quartas-de-final, portanto, foi com um majestoso Sport x Cruzeiro. Mas não, obviamente, na Arena Pernambuco.

Confira comigo, no replay, a crônica da peleja na Ilha do Retiro:

ilhadoretiro

Apoiado pelos 50 mil torcedores que assistiram ao jogo de pé, o Sport Recife invadiu o gramado amarelado e ressequido com: Magrão; Patric, Quique do Botinha (Henrique Mattos), Durval e Renê; Rithely, Wendel, Ibson e Dieguito (Diego Souza); Felipe Sem Graça (Felipe Azevedo) e Neto Baiano.

Enquanto os fogos ainda ensurdeciam os repórteres de campo, o Cruzeiro aproveitou o embalo e alinhou-se com Fábio; Mayke, Dedé, Manoel e Egídio; Henrique, Lulu Bala (Lucas Silva) e Everton Ribery (Everton Ribeiro); Ricardinho Gourmet (Ricardo Goulart), Marquinhos e Bolívia (Marcelo Moreno).

Luciano do Valle, depois de pedir a opinião de Gérson, o Canhotinha de Ouro, foi interrompido pela chamada das antenas Tecsat. Ele não pediu a opinião do comentarista de arbitragem PORQUE NÃO TINHA ESSA FRESCURA DE COMENTARISTA DE ARBITRAGEM.

drible

A bola de capotão Drible foi tocada primeiramente pela dupla de ataque caseira, dando início a uma forte pressão do time pernambucano. O frevo nas arquibancadas assustou o time das três marias, acuado no campo de defesa.

Penteando a bola com carinho, Dieguito (Diego Souza) rolou para Ibson que, de letra, deixou Neto Baiano na cara de Fábio – o chute saiu longe do gol: Baaandeirantes, o canal do esporte.

Nos 15 primeiros minutos, belas trocas de passes do Leão, enquanto a Raposa tentava escapar no contra-ataque pelos flancos com o lépido Marquinhos. Edílson, o capetinha celeste, driblou Durval e Quique do Botinha em uma única gingada, mas parou nas luvas do mítico Magrão, aquele cujo reserva já é eterno.

Aos 28, o Sport quase abriu o placar. Rithely arrematou de canhota do meio da rua, mas Fábio foi ao ninho da coruja espalmar de mão trocada para ceder o córner.

A resposta do Cruzeiro veio apenas 13 minutos depois, com Ricardinho Gourmet. Ele subiu sozinho de cabeça, completamente impedido, após lançamento à Gerson de Lulu Bala. A bola tirou tinta da trave pernambucana. E a tevê não viu o impedimento pois NÃO HAVIA 67 CÂMERAS NO GRAMADO.

Sob forte sol e um calor de 35 graus, nada de parada técnica, os times driblaram a fumaça dos sinalizadores rubro-negros e trocaram um incrível lá-e-cá, com chutes de fora da área que acertavam em cheio as placas de Brahma Chopp, Reiplas, Lousano e Kolynos.

Após o intervalo, os times retornaram com as escalações iniciais e aumentaram ainda mais o ímpeto. Durval, logo aos cinco minutos, acertou uma cotovelada em Ricardinho Gourmet, que, por sua boa natureza, não revidou. Juiz deu falta, mas cartão era desnecessário. Falta a favor do Cruzeiro. Éverton Ribery manda nas redes, mas a bola vai para fora… Não se sabe se a bola entrou ou não, pois havia um pequeno buraco na meta de Magrão. Ficou por isso mesmo.

Cansados e com as meias arriadas – sem caneleira -, os atletas se acostumavam com o 0 a 0 quando Dieguito, o Souza, recebeu no comando. Ele teve uns 5 minutos para pensar, pois a marcação, claro, observava à distância. O bicho calibrou o pé e mandou na cabeça de Durval, que testou com força para o morrinho artilheiro mandar no filó: Tá lá no placar trocado manualmente: 1×0 Leão.

Mansa e dominada, a bola repousou por pouco tempo no barbante, até que um desesperado Dedé a chutasse para a intermediária, dando bronca na galera (ouvia-se todos os palavrões no microfone de Eli Coimbra).

O técnico Eduardo Baptista aproveitou o ensejo para retrancar sua equipe colocando o zagueiro Oswaldo no lugar de Ibson. A tática deu certo e os comandados de Marcelo Oliveira não conseguiram furar as redes adversárias, embora tenham tido 99% de posse bola no segundo tempo.

O Sport leva vantagem no jogo de volta no Mineirão, onde o Cruzeiro espera o apoio de mais de 100 mil torcedores. Durval, do Sport, levou um Motoradio para a alegria de sua família e não pediu música no Fantástico.

Ainda bem.

motoradio

Outros resultados das quartas do Brasileirão 2014:

Atlético-MG 13 x 0 São Paulo (o jogo foi bem fácil porque o SPFC jogou sem goleiro: Rogério Ceni não foi aceito no futebol de outrora)

Grêmio – x – Internacional (jogo cancelado: 14 jogadores expulsos)

Fluminense 0 x 2 Corinthians (graças à Fiel torcida de invasores)

#JeSuisFootball

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4 comentários sobre “Jogos para sempre perdidos: Sport x Cruzeiro nas quartas do Brasileirão 2014

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