Era animal: Edmundo resolvia na bola e na porrada

Pra onde foram os jogadores que, depois de desequilibrar o jogo, aproveitavam para se desequilibrar também como homens?

É muito amor no coração, é muito suor na camisa, é muita loucura na cabeça.

O Luís Carlos Junior (ainda menino na narração) deu a letra: “que espetáculo horroroso”. Fruto da paradoxal excitação com a porradaria em campo e a necessidade de ser politicamente correto.

Tudo bem, Luís Carlos, tá perdoado, até porque você joga a tônica da frase claramente na palavra “espetáculo”.

Espetáculo, senhoras e senhores, do Animal Edmundo, em cinco atos.

– Xingamentos ao diretor do São Paulo que estava no banco (lugar próprio pra um diretor durante o jogo);

– Entrada violenta em Euller, filho do vento, quando a partida recomeça;

– Discussão com Juninho depois de levar o amarelo;

– Tapa em Juninho, soco em André Luiz;

– Fuga, escoltado por Tonhão.

É muita maravilha junta.

Tonhão tenta defender o Animal

Quem foi ver esse 2×2 no Morumbi pelo Brasileirão 94, com direito a gol de placa do Cafu, ganhou ainda essa aventura épica.

P.S.:

Ninguém se feriu seriamente.

À noite, tava todo mundo em casa vendo os replays no Fantástico.

A corrida de cavalos do Tadeu Schmidt ainda não existia.

Abaixo, a briga no pueril Globo Esporte da época, numa paradoxal matéria crítica ao Animal, mas feliz da vida com o belo soco que o André levou no meio da fuça:

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