Futebol se discutia, sim, cazzo! Viva a mesa-redonda

Metade do esporte que amamos foi cunhado fora de campo. Em redações, rádios e revistas, o jornalismo boleiro criou craques, manchou reputações e repercutiu rivalidades históricas.

Sem cair no saudosismo barato de reverenciar os clássicos. Esses estão acima de suspeitas.

Mas em tempos que até fofoqueiro de banda indie dá pitaco sobre “futebol” no “maior jornal do Brasil”, é preciso estar atento. O esporte bretão não só morreu, como apodrece em linhas tortas e mal escritas.

Porque o futebol, quando vivo, se alimentava de discussões infindáveis sobre o nada e o tudo, ao mesmo tempo.

Nas mesas-redondas, a paixão cega dos estádios ganhava ares de retórica. O ego inflamado dos craques só encontrava paralelo nos arroubos dos comentaristas. E o Fla x Flu da opinião pública movimentava o imaginário de gerações.

Mesa-redonda era coisa séria, e futebol se discutia sim, porra!

Acima, um clássico dos engraçadinhos da página 2 Roberto “No Pique” Avallone e Milton “Merchã” Neves, brigando num domingo ao vivo na CNT/Gazeta.

Isso era jornalismo esportivo, com lavação de roupa suja na casa do telespectador. Tudo que existe hoje é piada de mau gosto.

 

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