Quando os baixinhos eram craques

Dizem que foi o Vasco da Gama o primeiro clube a investir na preparação física dos seus jogadores. Ou, pelo menos, eu acho que foi o Vasco da Gama. Não importa: a partir dali a força bruta se tornou tão importante quanto a genialidade, a técnica e a clarividência em campo.

Afinal, como executar a magia dentro das quatro linhas, com três ou quatro marcadores ao redor? Como lançar, sem o tempo pra levantar a cabeça?

Passamos a exigir demais dos nossos gênios técnicos, largados em meio a superatletas.  Não basta mais ser craque. Tem que ser velocista, maratonista e aguentar o tranco.

Preferia o futebol em que vigor físico era nivelado por baixo.

Quando o que nos diferenciava dos gênios do futebol era só sua genialidade.

Não seus corpos de Apolo.

Veja no vídeo o Romário em ação com comentários de Roberto Baggio, outro pequeno notável. Como bem define o italiano heroi do Tetra, o baixinho era “grandíssimo”.

Esse texto é uma homenagem à gente como a gente: o baixinho, o tupãzinho, o chaveirinho (e por que não o Iranildo?) e todos os inhos, que padeceram em meio aos gigantes musculosos da bola, mas que estão vivos na nossa memória.

#RIPfutebol

por Henrique “Kike de Quintino” Lederman

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