Comemorar gol: a antiga arte de tirar um sarro do rival

Quantos chiliques não vemos por aí quando um jogador tira a camisa para comemorar um gol? Na regra hoje, é amarelo nele.

O cara treina muitas vezes em dois períodos, debaixo de um sol desgraçado ou chuva intermitente, tem que ficar respondendo às perguntas bizarras dos jornalistas, além de lidar com a deliciosa pressão das torcidas organizadas…

Ou seja: rala desde criança, come a grama que o diabo amassou e não pode comemorar um tento quando chega ao ápice de disputar um clássico num estádio lotado? Não pode dizer “eu sou foda”? Não pode fazer chororô? Não pode celebrar gol contra ex-time? Deixa o cara apertar o foda-se, cacete!

Um dos ícones do tempo em que se comemorava gols apropriadamente foi Viola. A cria corintiana teve a genial ideia de imitar um porco ao marcar o gol da vitória no jogo de ida da imortal decisão do Paulistão de 1993.

O centroavante alvinegro esticou-se todo para concluir de canhota um cruzamento transatlântico de Neto para depois, no ressequido gramado do Morumbi, atear fogo à polêmica ao colocar-se de quatro para mimetizar o suíno. Ah, os repórteres que podiam invadir tranquilamente o relvado eram felizes, e sabiam muito bem disso.

No segundo jogo, como se sabe, Viola teve de botar o porco no saco.

Confira comigo no replay, com Osmar Santos na narração:

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